22/01/2010

Crer sem Ver

A Felicidade é um sentimento estranho... o que me faz feliz a mim talvez não signifique nada para muitas outras pessoas... cada um de nós tem a sua "felicidade" e, muitas vezes, achamos que se alcançarmos "isto" vamos ser felizes mas depois de alcançarmos... esquecemos e queremos alcançar "aquilo" e vivemos na insatisfação do que não temos e do que não conseguimos alcançar.
Hoje estou Feliz. Graças a Deus estou Feliz. E digo Graças a Deus porque muito lhe pedi.
Não gosto de estar sempre a pedir... não acho justo pedir o que quer que seja quando sei que tantas vezes tenho dúvidas... a minha Fé não é tanta assim que me permita fazer-Lhe pedidos...
peço-Lhe para ter Fé, é o pedido que faço para mim (embora há muitos anos Lhe faça um outro... mas é entre nós) mas peço-Lhe sempre pela minha gente e o contrasenso reside aqui porque se fico feliz porque a minha gente está bem... estou a pedir para mim.
Ontem fiquei Feliz porque me foi mostrado que vale a pena ter Fé e pedir com Fé.
Obrigada.
Não me esqueço que o Amor, a Felicidade, a Bondade, a Caridade... neste planeta nunca serão plenos, isso é mais "Acima".
Não esqueço que tenho de agradecer tudo o que vivi e vivo de bom e de mau, agradecer todos e a todos os que se cruzam no meu caminho... amigos, falsos amigos, colegas de trabalho, família... tudo tenho de agradecer... tudo e todos me ajudaram e ajudam a crescer em direcção a um "bem" Maior.
Alguém me disse um dia (obrigada Dr. Godinho), era eu adolescente, que ter Fé é Crer sem Ver. Hoje interpreto estas palavras de uma forma tão diferente...
Resta-me constatar que este "post" deve estar uma confusão de ideias e sentimentos mas quem me conhece vai perceber e quem não me conhece perceberá se quiser.
Obrigada... Apesar de tudo sou Feliz

27/11/2009

Curriculum Vitae

Este texto "viaja" pela "rede"...

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha elástica que se me colou na cara toda, já falei com o espelho.

Já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora.

Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda caminho pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei a barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.

Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.

Já subi às escondidas até ao telhado pera agarrar as estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.

Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho; já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.

Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas... sentindo a falta de uma única.

Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já bebi whisky até sentir os lábios dormentes.

Já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.

Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de Amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei a meio da noite e senti medo de me levantar.

Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de (in)felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um 'para sempre' pela metade.

Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua.

Já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.

Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nete baú chamado coração...

Agora, um questionário pergunta-me... grita-me desde o papel:

- Qual é a sua experiência?

Essa pergunta fez eco mo meu cérebro!

Experiência...
Experiência...

Será que cultivar sorrisos é experiência??

Agora...
Agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:

- Experiência?! Quem a tem se a cada momento tudo se renova??!
___
Lembrei-me de alguém!!!

10/09/2009

Salvador Allende



Amanhã, 11 de Setembro de 2009, passam 36 anos sobre a morte deste Homem e aqui deixo a minha homenagem ao Presidente Salvador Allende relembrando meia dúzia de factos:
- Primeiro Presidente marxista a ser eleito livremente na América Latina
- Fez o seu último discurso às 9h10m do fatídico dia tendo como pano de fundo da gravação o ruído da força, os estampidos do bombardeio golpista, do qual saliento o trecho a seguir
"Não vou renunciar! Colocado nesta encruzilhada histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que foi plantada na consciência digna de milhares e milhares de chilenos não poderá ser ceifada definitivamente. Eles têm a força, poderão nos avassalar, porém não se detêm os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos".

Com a vida pagou.

Numa rara e preciosa súmula de coragem, dignidade e fé na vida, com a lucidez de quem sabia estar a fazer o último discurso assume tons de Neruda na conclamação final:
"seguramente, a Rádio Magallanes será calada e o metal tranquilo da minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Seguirão me ouvindo. (...) Sigam sabendo vocês que, muito mais cedo do que tarde, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor".

No dia seguinte ao assassinato de Salvador Allende, corriam mundo os versos fortes do grande poeta andaluz, Rafael Alberti:

"Ontem, no Chile, morreu um homem
Hoje mesmo, milhares de outros já se levantam
A morte não acaba nada!"

Se os seus opositores “temerários covardes” tivessem um décimo da sua dignidade saberiam que, um homem que lutou até a morte na defesa da legalidade, teria sido capaz de sair pela porta da frente do Palácio de La Moneda, de cabeça erguida, se o Congresso o houvesse destituído dentro dos parâmetros definidos pela Constituição.

Há quem defenda a tese do suicídio e como tal deixo aqui uma frase daquele que era, à data, Presidente dos E.U.A. e que declarou à imprensa que aquilo que os Estados Unidos fizeram no Chile "foi nos melhores interesses do Povo chileno e certamente nos nossos melhores interesses".

Excertos tirados de: Fábio Luís - no Correio da Cidadania em Setembro de 2003

13/08/2009

Vida... porque hoje é dia 13 :)

De tempos a tempos saem-me assim umas coisas ao correr da esferográfica (seria da pena... mas é antiquado :o) e próprio de quem sabe escrever)
Esta "coisa" que me saiu em 2002 (tipo prémio do totoloto) passou-me hoje pelos olhos e resolvi publicar aqui... talvez porque na minha vida há muitas coisas que são intemporais e, quando leio isto, mais de 7 anos depois, ainda me faz sentido.
A Vós na Luz Obrigada.
Apesar de tudo... sou Feliz ;o)

Se eu estiver contigo
Um qualquer dia no final da vida
Falar-te-ei das minhas cicatrizes.
Saberás então que me feri,
Que me feriram,
Ou que deixei que me ferissem.
Contar-te-ei como curei as feridas.
Mas falar-te-ei também, se tempo houver,
De outras feridas, as que não chegaram a fechar, as que não se tornaram cicatrizes.
Feridas que durante a vida me foram doendo, uma dor que não passou com analgésicos!?
porque, apesar de tantos feitos, não houve quem descobrisse analgésicos para estas dores.
Mas todas elas curei.
Umas com esquecimento - cicatrizaram
Outras, com saudade - fecharam
Outras, ainda com sentimento - calaram
Outras, que transformei em amizade - falaram
Falaram para te poder dizer
Se eu estiver contigo
Um qualquer dia no final da vida
Falar-te-ei das minhas cicatrizes

13/07/2009

Quero sair...

Como é fácil sonhar com um mundo onde não haja senhores...
Como é fácil sonhar com um mundo onde só existe Amor, Compreensão, Harmonia...
Como é fácil sonhar com um mundo cheio de risos e brincadeiras de crianças e, quando falo de crianças, falo de todos nós, da criança dentro de cada um de nós, todos nós num mundo de alegria na partilha e na inter-ajuda.
Um mundo onde prevaleça o Amor acima de tudo
Um mundo onde todos aprendemos com todos...
Um mundo sem dinheiro que só leva à ganância, à violência, à indiferença, à falsidade.
Estive "lá"... imaginei e senti tudo isto "in situ"...
Ao virar as costas chorei de saudade.
Saudade de um mundo em que não vivo e não conheço.
Um mundo que desejo com toda a minha Alma.
Um Mundo pelo qual darei tudo o que me foi dado, tudo o que me foi permitido conquistar e que não me faz sentido se não conseguir ver pessoas felizes e saudáveis.
Não quero este mundo.
Não quero esta gente gananciosa, egoísta e hipócrita.
Quero voltar para "lá" :(
Respirar aquele ar...
Sentir o que senti...
Poder dizer "aqui estou, voltei para ficar, mãos à obra"
Quero "fazer as malas" e zarpar porque estou farta.
Sou maluca, lunática, irrealista, utópica???
Seja... há mais como eu e isso dá-me força (muita força) para ter paciência (às vezes pouca) para continuar...
Continuar neste pântano lodoso e infecto até chegar o dia de poder gritar a plenos pulmões
"Estamos Livres e que Deus nos continue a guiar"

QUERO VOLTAR PARA LÁ

23/06/2009

53º Aniversário-18/06/2009






A minha Princesa Inês

que faz o favor de apagar

as velas à avó porque sabe

que eu não gosto :o)





















Obrigada Filhotas por me escolherem como Mãe


Também por trazerem estes rapazinhos que...
coitados... tantas mulheres aturam :o)

















Os meus Genros...















O aspecto Geral...
Os últimos a comer...
Aiiiii Senhora... sempre atrasada :o)
mas desta vez a culpa não foi dela
Tem um lugarzito no meu coração... até pode ser naquele bocadito onde meteram a peça... sempre é de aço inox... mais resistente









Olá "Miss" ...
Obrigada por estares presente Miúda
És a prova de que quando se pensa que tudo está péssimo etc... etc...
Aparece alguém que nos faz mudar de ideias





Obrigada a "Tu"
És especial por seres como és e por seres quem és


Só me ocorre esta quadra do Aleixo

"Quando os homens se convençam
que a força nada faz,
serão felizes os que pensam
num mundo de amor e paz"


Obrigada gente linda

Ao Luis do Pé d'Água, na ribeira de Gaia, obrigada por nos aturar.
És um grande anfitrião e os comes e bebes estavam óptimos... assim ainda vais ter muito que aturar :o)
Obrigada à Gina com um beijinho grande

09/06/2009

Eleições 2009 no Reino do Faz de Conta

Pouco há a dizer sobre o acontecimento pois só cerca de 25% votou e, como tal, ninguém tem legitimidade para coisa nenhuma. O grupo de gentinha que governa só se governa a si próprio e aos seus.
Como diz o Mário Crespo "Continuemos a fazer de conta (...) Façamos de conta que basta, apenas, cumprir rigorosamente a Lei e ignorar o que a Lei não diz, para se ser inquestionavelmente impoluto. Façamos de conta que não sabemos o que se está a passar à nossa volta. Até onde aguenta o País se continuarmos a fazer de conta que não vemos? ".
Até onde aguenta o povo se toda esta gentinha continuar a fazer de conta?
Até quando o povo vai continuar a fazer de conta?
Façamos de conta que isto é uma democracia.
Façamos de conta que este é o caminho.
Façamos de conta... Façamos de conta...
E tudo está bem na Lá-Lá Land... no reino do Faz de conta...
Neste reino do faz de conta, não esqueçam, há crianças maltratadas e violentadas, há gente que trabalhou uma vida inteira, que enriqueceu os cofres do Estado, e agora vive miseravelmente, mas também há gente que consegue valorizar um investimento 147,5 por cento em menos de dois anos, há gente com reformas chorudas a troco de uma dúzia (se tanto!!!) de anos que dizem de trabalho.
Neste reino do faz de conta há de tudo um pouco... quase sempre mau
Mas vamos lá... Façamos de conta que estamos legitimamente representados... Façamos de conta que não é tudo uma enorme roubalheira... Façamos de conta que tem de ser assim porque é o destino... Vá lá... não custa nada... é só continuar anestesiado, adormecido, acomodado.
Está tudo cheio de medo e é esse medo que alimenta, dá força e impunidade aos que, legitimamente ou não, governam e se governam.
Tirem-me deste filme que tem tanto de horror como de violento. Mas falta-lhe o "suspense" que me dá a Esperança de que não lhes resta muito tempo e que a qualquer momento a Acção deles vai ter, obrigatoriamente, uma Reacção... Se vai!!!!!

05/06/2009

Mais uma Crónica de Mário Crespo

"Morreu o cavaquismo
2009-06-01 in JN
MÁRIO CRESPO, JORNALISTA

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da (…) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty…" significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam, cai o regime. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo."
Tudo bons rapazes... Oh Dr. Oliveira e Costa diga lá o que tem para dizer e assim poupa-se dinheiro nos funerais de regime. É que além do cavaquismo há para aí muitos outros "ismos" que bem precisam de morrer... digo eu que até já passou do tempo...

27/05/2009

Pacto do Esquecimento

"Supremo decidiu que queixa contra o juiz é justificada
Garzón vai enfrentar a justiça por causa do processo dos desaparecidos do franquismo

27.05.2009 - 15h41 AFP, PÚBLICO
O Supremo Tribunal espanhol deu hoje luz verde a uma queixa contra o juiz Baltasar Garzón por causa do seu inquérito sobre o franquismo, entretanto abandonado devido à oposição do Ministério Público. A queixa tinha sido apresentada em Janeiro pelo Sindicato Mãos Limpas, descrito pelo jornal “El País” como uma organização de extrema-direita.Gárzon, juiz da Audiência Nacional, a mais alta instância penal espanhola, é acusado de delito de “prevaricação [não cumprimento de deveres] no exercício das suas funções”, de forma “premeditada, consciente, e acreditando-se impune” devido à sua actuação no processo que iniciou sobre os desaparecidos da Guerra Civil (1936-39) e do franquismo (1939-1975). Os magistrados do Supremo notam que o juiz Gárzon começou a instruir este inquérito sem ter primeiro esclarecido o problema de saber se tinha competências para tal. O sindicato acusa-o nomeadamente de ter posto em marcha um “artifício jurídico” e de não ter tido em conta a lei da amnistia de 1977. E quer que o Conselho Geral do Poder Judicial suspenda o juiz enquanto o processo decorre.A decisão do Supremo cita a posição do Ministério Público, que se opunha a que fosse movido o processo contra Gárzon. Mesmo assim, os altos magistrados concluem que não têm motivos para considerar que a queixa não é justificada, pelo que não vêem razões para a rejeitar. Ao conhecer a decisão do Supremo, Gárzon afirmou que a lei “é igual para todos”, disse estar “tranquilo” e explicou que se defenderá “no momento certo”. O juiz garante que em consciência não cometeu nenhum delito quando pediu os certificados de óbito dos responsáveis da ditadura franquista.Gárzon desencadeou uma tempestade política quando abriu, em Outubro de 2008, a primeira instrução sobre os desaparecidos do franquismo, afrontando assim, nota a AFP, o “pacto do esquecimento” forjado entre os partidos políticos espanhóis depois da ditadura."
Lá como cá e como em todo o lado os senhores que acham que são donos do mundo fazem pactos de todos os géneros e feitios, até de esquecimento.
Lá como cá e como em todo o lado o povo cala-se e esquece... e esquece os que lutaram, os que morreram, os que deram o corpo ao manifesto... tudo porque o senhores fizeram um pacto de esquecimento e quem não esquece é processado...